- Qual o ponto que considera mais negativo na Freguesia do olival?
Esteves -A saúde é um direito que todos devemos ter por igual, e mais num lugar onde as reformas são pequenas, mais se reflecte, porque não há dinheiro para especialistas, ou se vai ao médico ou se tira o pão da boca.
Temos que resolver este bem, em prol dos que com dificuldades nos criaram.
Embora saibamos que a gestão do Centro de Saúde, não depende da Autarquia, acreditamos e somos impelidos a dize-lo:
- A Autarquia e os utentes podem e devem usar mecanismos que por lei existem e que obrigam as hierarquias dos centros de saúdes a analisar os problemas, neste caso do Olival. Permitam que vos lembre, o povo do Olival já se uniu tantas vezes em torno de causas sociais, recordo o motivo que se transformou na “Festa da Sesta” e por que não usar essa mesma união para contestar o funcionamento do próprio serviço. O Movimento “MOIA” e as pessoas que o dirigem estão preparados para o fazer, sempre dentro da legalidade, mas sem medo.
-Olhando para a Freguesia, e pondo de lado o factor “saúde” por ser unanimemente o ponto critico, que projectos gostaria de ver avançar com mais fluidez?
Esteves -A escola será a primeira pedra a mexer. É necessário que a Farmácia fique, mas sem Médicos a tempo inteiro a Farmácia poderá não sobreviver. Água com pressão igual para todos, há quem pague e por vezes não tem água.
Saneamento também deverá ser rápido, quanto mais rápido menos poluímos.
Um empregado para cuidar do cemitério, fontenários, valetas, limpeza e manutenção dos parques e passeios em toda a freguesia.
Um projecto de Requalificação e Aproveitamento Florestal também seria de meu agrado, onde poderia estar incluído um sistema de prevenção de incêndios ou que de alguma forma ajudasse os Bombeiros.
E claro, pequenos projectos na área social, apoio psicológico a desfavorecidos, acções de formação e de reciclagem profissional. Projectos adequados à dimensão da freguesia ou trabalhados em conjunto com outras freguesias.
Também é muito importante que não se deixe ir embora uma farmácia centenária, que acostumou os habitantes da freguesia e das freguesias vizinhas a terem “à mão” os medicamentos necessários. Ainda me lembro do tempo em que o Dr. Carlos Vaz fazia na farmácia a maior parte dos medicamentos. A concretizar-se, esta ameaça que pende sobre as nossas cabeças, podemos considerar que o Olival não estagnou, andou para trás.
Tudo, no Olival, o que não dependeu de “dinheiros públicos” foi avançando com a generosidade das pessoas, que têm grande capacidade de se associar em torno de causas para benefício da terra.
Se conseguirmos que seja feito o que, de todo, não depende da população, e esta já deu todas as provas do é capaz de fazer para alcançar um sonho, vamos, certamente, contribuir para que a nossa terra passe a constar no mapa, como referência para outros.
…e o futuro? Peço-vos que projectem a Freguesia do Olival num futuro próximo, 10 anos demasiado próximo?
Pedro - No futuro? Vejo a Freguesia e o ambiente de braços dados, mas não apenas na vertente de ar puro, o ambiente saudável que se deveria sentir no Olival quando as pessoas por cá passassem; reparassem nas crianças que se divertiam numa escola condigna; os catraios usavam os parques desportivos nas suas mais variadas vertentes; os fins de semanas cheios de actividades associativas, religiosas e outras também; os serviços básicos como a farmácia, os correios, agências bancárias e os estabelecimentos comerciais cheios de movimento; os menos novos sempre ocupados e com aqueles sorrisos que lhes são tão peculiares e as industrias a respirar saúde financeira e a fixarem novas pessoas, novas famílias na nossa Freguesia, apenas porque a Freguesia do Olival seria um sitio maravilhoso para se viver!
É pedir muito? Creio que vamos bem encaminhados nesse sentido, com as Associações a ter um papel de extrema importância na dinamização da vida social local tornando a freguesia numa das mais ricas nesse sentido do nosso Distrito e que poderia melhorar ainda mais com alguma coordenação e divulgação através da Junta de Freguesia que deverá ser mais cautelosa, pois acho que, temos perdido alguma identidade, muito por culpa da uniformização dos projectos e planos vindos do poder central.
Acham muito?
Esteves - O Olival na realidade já e Vila, mas temos a tarefa de o elevar a esse nome. Tentar arranjar alguns fundos, como arrendamentos ou alugueres, para evitar a total dependência do orçamento disponibilizado, implementar meios para que os Olivalenses possam ter as notícias do que vamos fazendo, nos é dado, nos foi rejeitado, e os pedidos que fazemos. A Junta de Freguesia não pode governar, criando intrigas, mas deve ser sempre o agente mediador. Tentar trazer alguns serviços para as Juntas de Freguesias, como por exemplo uma simples licença de ruído, ou da licença utilização de terreno da festa, deixando que todas as comissões de festas tenham que se deslocar a Ourém. Um banco no Olival, um Centro de análises, uma sala de cinema. Com tanta água um lugar de lazer poderia ser feito, é só trazer ideias de lugares onde há pouca água.
Estas são ideias nossas, mas para nós a sua também será bem vinda.
É necessário preservar o património cultural e natural que temos!
Não pode depender de uma só pessoa a decisão de destruir parte de um monumento ou de cortar uma árvore.
O futuro chega mais rápido do que nos possamos aperceber.
É nossa obrigação preservar o legado dos nossos antepassados para que o possamos entregar intacto ou valorizado aos nossos filhos e netos.
O diálogo era apenas uma conversa amena, no sentido de os candidatos se conhecerem, nas suas mais diversas formas de analisar as vertentes social, cultural, económica e financeira mas também as suas perspectivas futuras da freguesia do Olival.
Mas rapidamente se tornou num texto, que acreditamos, muito interessante pois representa acima de tudo a nossa liberdade de expressão e de atingir os mesmo objectivos.
…UM OLIVAL MELHOR! ...
POR UM OLIVAL ACTIVO


